O mercado de suínos tem passado por uma mudança significativa, onde a qualidade dos animais supera o volume produzido. "O foco principal deixou de ser apenas o número de leitões nascidos e desmamados para valorizar o peso ao desmame e os quilos desmamados por fêmea ao ano", explica a especialista Kelly Will. Essa nova abordagem busca produzir leitões mais robustos e viáveis, capazes de enfrentar melhor os desafios das fases seguintes, como creche e terminação.
Leitões que saem mais pesados da maternidade apresentam maior capacidade de adaptação e crescimento eficiente. "Um bom desempenho na fase de maternidade está associado a melhor ganho de peso, eficiência alimentar e menor tempo para atingir o peso de abate", destaca Kelly. Isso gera economia direta para o produtor, que gasta menos com ração e evita custos com correções nas fases posteriores.
A fêmea moderna desempenha papel fundamental nesse processo, unindo prolificidade e funcionalidade para nutrir leitegadas numerosas sem comprometer seu ciclo produtivo. "Cada leitão precisa de acesso a um teto funcional para expressar seu potencial de crescimento, e a matriz deve apresentar robustez para sustentar altas produções", afirma a especialista. Essa eficiência reduz a necessidade de manejos corretivos, como mães de leite e transferência de leitões.
A Topigs Norsvin investe em genética balanceada para garantir resultados sustentáveis e economicamente eficientes. "Nosso programa busca que cada animal nascido tenha potencial genético para ser desmamado pela própria mãe, com peso adequado e uniforme", explica Kelly Will. A empresa investe mais de 34 milhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento para fortalecer essa abordagem integrada no setor suinícola.