O Mês do Consumidor, celebrado em março, movimentou R$8,3 bilhões no e-commerce brasileiro em 2025, segundo a Neotrust Confi. A ocasião deixou de ser apenas uma janela promocional e passou a ser vista como um termômetro estratégico para o varejo, antecipando tendências e validando estratégias antes das grandes sazonalidades do calendário comercial.
Em 2026, porém, o desafio vai além das ofertas: o consumidor decide pela jornada. A lógica linear de busca, comparação e compra foi substituída por um fluxo fragmentado que transita entre redes sociais, buscadores, marketplaces, inteligência artificial e lojas físicas. Nesse cenário, maturidade estratégica é condição mínima.
Entre os movimentos apontados pela mLabs, está o uso das redes sociais como canal de conversão. Instagram e TikTok já concentram descobertas e transações, especialmente entre a Geração Z. A integração entre busca e social também se tornou essencial, já que o consumidor descobre no feed, valida no Google e conclui em marketplaces.

Os marketplaces seguem relevantes, com mais de 80% dos Millennials utilizando esses canais. A personalização por geração é outro ponto crítico: campanhas genéricas perdem força diante de comportamentos distintos entre Z, Millennials, X e Baby Boomers.
Por fim, o omnichannel deixou de ser diferencial e virou requisito. O consumidor transita naturalmente entre digital e físico e espera experiência integrada. Para as marcas, o Mês do Consumidor é hoje um teste de maturidade estratégica, mais do que uma temporada de descontos.